A língua litúrgica na Igreja

A Igreja emprega na missa a língua latina.

I. A língua latina convém ao culto católico porque é venerável, misteriosa e invariável. 

A língua latina é venerável pela sua antiguidade: era a que empregavam os cristãos dos primeiros séculos para celebrar os louvores de Deus [1]. “Sente-se comoção e entusiasmo quando se ouve oferecer o Santo Sacrifício da mesma língua e com as mesmas palavras de que se serviram os primeiros cristãos nas profundidades sombrias das catacumbas” (Gir.). – A língua latina é uma língua misteriosa, porque, como língua morta, o povo não a compreende. Empregando-a, dá-se a entender que no altar se passa alguma coisa que se não pode compreender, alguma coisa misteriosa. Nos primeiros séculos do cristianismo, o altar estava encoberto por um véu desde o Sanctus até a Comunhão. Este uso desapareceu, mas existe sempre um véu diante do altar: é a língua latina que o povo não compreende e que nos torna os santos mistérios veneráveis. – Finalmente por ser língua morta é invariável e significa com isto a imutabilidade da doutrina católica, que não muda, como não mudam as formas desta língua [2]. – Além disso, convém notar que os Judeus e os Pagãos se serviam, no seu culto religioso, de uma língua que não era a língua vulgar. Entre os Judeus, por exemplo, empregava-se o antigo hebreu, que era a língua dos Patriarcas. Jesus Cristo e os Apóstolos assistiram ainda ao ofício divino que se celebrava nessa língua e a história não nos diz que Jesus Cristo e os Apóstolos hajam censurado esse costume. – Na Índia, o sânscrito é a língua sagrada, e difere dos dialetos que usa o povo. – Os Gregos, quer os não unidos quer os unidos, empregavam nas suas igrejas o grego antigo, e não o grego moderno ou vulgar. – Até na Igreja russa se servem do grego antigo, ao passo que o povo fala o eslavo. A igreja Anglicana emprega o inglês antigo. Só os Romenos unidos se servem, com aprovação de Roma, da sua língua materna (Isso até a trágica reforma litúrgica de Paulo VI. N. do blog). 

2. A língua latina no serviço divino é muito útil à Igreja: contribui para manter a sua unidade e evita muitos inconvenientes.

 A língua latina serve para manter a unidade na Igreja; liga entre si, e com a Igreja-Mãe de Roma, as Igrejas espalhadas pelo universo, e assim colmaem parte o abismo que separa os diferentes povos da terra. “A língua latina da Igreja faz de todos os povos e de todas as raças do mundo uma só família de Deus, o reino de Jesus Cristo. O altar é cópia da Jerusalém celeste, em que todos os anjos e os santos cantam com uma voz unânime os louvores de Deus” (Gir.). Se a língualatina não fosse a língua oficial da Igreja, seria impossível haver, nos concílios,uma discussão comum entre os bispos, uma troca recíproca dos pensamentos dos pareceres dos teólogos e doutores de tantos povos diversos. Que enorme prejuízo daí viria à Igreja! (Deh). A língua latina, que vem de Roma, recorda-nos também que pertencemos à Igreja romana e que foi de Roma, Igreja-Mãe, que os missionários foram enviados às nossas terras e espalhas nelas a fé católica; ela é, pois, uma exortação contínua à unidade. – A língua latina evita muitos inconvenientes; como língua morta, não varia; o sentido das palavras permanece o mesmo através dos séculos, o que não se dá com as línguas vivas, que mudam muitas vezes no decurso dos séculos. Se a língua litúrgica fosse uma língua viva, facilmente nela se introduziria heresias. Por outro lado o latim evita que homens grosseiros abusem, fora dos ofícios divinos, das palavras e orações sagradas para fazerem com elas audaciosos gracejos, ou que mofem das coisas santas. – A Igreja, todavia, não teve a mínima idéia de manter os fiéis na ignorância do significado das funções sagradas: pelo contrário, ela ordena seus sacerdotes que expliquem a missa e as suas cerimônias, tanto na escola às crianças como no púlpito aos adultos (Conc. Trid. XXII, 8). Além disso, não é necessário que o povo conheça todas as cerimônias nos seus mais pequenos pormenores. “Se entre os ouvintes alguns há que não compreendem palavra por palavra o que se reza ou canta, sabem, contudo, que se reza e canta em louvor de Deus, e isto basta para excitar a piedade” [3] (Sto. Agost.; Sto. T. de Aq.). De mais, a experiência ensina que a língua latina não impede nada a piedade dos fiéis; com efeito, as nossas igrejas, apesar desta língua, estão de ordinário tão cheias, que não bastam para conter osfiéis. – A língua latina também não tem intenção de depreciara língua nacional, porque a emprega com freqüência na pregação, na administração dos sacramentos, no confessionário, nas devoções da tarde, nas orações depois da missa, etc., portanto, se se emprega a língua latina na missa, mais do que nas outras funções litúrgicas, é porque a missa é um sacrifício e não uma prédica ou uma instrução para o povo. De mais, o padre deve recitar em voz baixa a maior parte das orações da missa, e o povo não as ouviria, portanto, mesmo se fossem ditas em língua vulgar. “Além de que o santo sacrifício da missa consiste mais nas ações do que nas palavras: as ações, as cerimônias, os movimentos, falam suficientemente por si mesmos uma linguagem compreensível” (Belarm.). – Se, como alguns desejam, se empregasse exclusivamentea língua vulgar no cultodivino, os indivíduos de nacionalidade diferente tornavam-secomo estranhos à sua religião. O emprego da língua nacional diminuiria até o respeito que se deve ter à missa, assim como o zelo de assistir a ela, como a experiência o demonstrou no tempo da Reforma, quando, para imitar os protestantes, se haviam traduzido fielmente as orações da missa. Aqueles que desejariam se empregasse a língua nacional no serviço divino, viriam, quando muito, uma vez à igreja por curiosidade, para de novo se afastarem dela, porque não é a língua latina o que eles detestam, são as verdades da religião, que lhes advertem que mudem de vida. “Essas pessoas deviam ocupar-se menos de corrigir as palavras da boca do que os sentimentos íntimos dos seus corações” (Mons. Sailer).

Fonte: Catecismo Católico Popular, Terceira Parte.


[1] Se bem que é verdade ter o grego sob este ponto de vista maior dignidade; por isso a Igreja Católica usa ambos os idiomas; porém, no ocidente emprega comumente o latim, mais semelhante às nossas línguas modernas.

[2] Deste modo favorece a sua conservação, pois, com a mudança das palavras, variam também pouco e pouco os conceitos.

[3] Muitas vezes se dá o caso de pessoas pouco instruídas, que assistem a uma ópera italiana, nada perceberem do diálogo; mas basta-lhes para deleite entender em conjunto a ação e perceber a beleza da música. Assim também o que não entende o latim, percebe, todavia, a solenidade do culto e entra em sentimentos de devoção.

Concílio Ecumênico Vaticano II – Um debate a ser feito (Mons. Brunero Gherardini)

Caros, salve Maria!

Informamos que já está disponível na Pinus, em português, o livro de Mons. Gherardini sobre o Concílio Vaticano II.

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“Este livro é, ao mesmo tempo, pró e contra: é pró uma leitura do Vaticano II que se insere no contexto de toda a história da Igreja e dos vinte Concílios que o precederam; pró uma utilização de seus documentos esclarecida pela crítica; pró uma reafirmação de seu caráter pastoral, e não dogmático. É contra a “vulgata” pós-conciliar que, há quase 50 anos, absolutiza-o como o único Concilio, como o começo de uma nova Igreja, como a legitimação do casamento dela com a cultura contemporânea, como a força motriz de in­justificáveis aventuras ecumênicas. Sumariamente, mas claramente, o livro propõe uma intervenção da Santa Sé a fim de esclarecer a questão.

Brunero Gherardini, sacerdote de Prato, na Itália, está a serviço da Santa Sé desde 1960, e foi professor de eclesiologia e de ecumenismo na Pontifícia Universidade Lateranense até 1995. É autor de mais de uma centena de obras e de várias centenas de artigos e contribuições, na Itália e no mundo, acerca de três linhas de pesquisa concêntricas: a Reforma do século XVI, eclesiologia e Mariologia. Atualmente, é cônego da Arquibasílica Vaticana e diretor da revistai nternacional de Teologia “Diyinitas”.” (Concílio Ecumênico Vaticano II – Um debate a ser feito – Apresentação)

Salve Maria!

Ritus Romanus et Ritus Modernus – Houve Reforma litúrgica antes de Paulo VI?

Monsenhor Klaus Gamber, Diretor do Instituto Litúrgico de Ratisbona

No artigo “Quatrocentos anos de Missa Tridentina” publicado em diversas revistas religiosas, o Professor Rennings se aplicou em apresentar o novo missal, ou seja o Ritus Modernus, como derivação natural e legítima da liturgia romana. Segundo o citado Professor não teria existido uma Missa de São Pio V, mas somente por cento e trinta e quatro anos, isto é, de 1570 a 1704, ano no qual ele apareceu com as modificações desejadas pelo Romano Pontífice de então. Continuando com tal modo de proceder, Paulo VI, conforme Rennings, por sua vez, teria reformado o Missale romanum para permitir aos fiéis entrever algo mais da inconcebível grandeza do dom que na Eucaristia o Senhor fez à sua Igreja.

Em seu artigo, Rennings salienta muito um ponto fraco dos tradicionalistas: a expressão MissaTridentina ou Missa sancti Pii V. Propriamente falando uma Missa Tridentina ou de São Pio V não existiu nunca, já que, seguindo as determinações do Concilio de Trento, não foi formado um Novus Ordo Missae, dado que o Missale sancti Pii V não é mais que o Missal da Cúria Romana, que se foi formando em Roma muitos séculos antes, e difundido especialmente pelos franciscanos em numerosas regiões de Ocidente. As modificações efetuadas por São Pio V são tão pequenas, que são perceptíveis tão somente pelo olho dos especialistas.

Agora, um dos expedientes a que recorre Rennings, consiste em confundir o Ordo Missae com o Proprium das Missas dos diferentes dias e das diferentes festas. Os Papas, até Paulo VI, não modificaram o Ordo Missae, mesmo introduzindo novos próprios para novas festas. O que não destrói a chamada Missa Tridentina mais do que os acréscimos ao Código Civil destroem o mesmo Código.

Portanto, deixando de lado a expressão imprópria de Missa Tridentina, falamos antes de um Ritus Romanus. O rito romano remonta em suas partes mais importantes pelo menos ao século V, e mais precisamente ao Papa São Dâmaso (366-384). O Canon Missae, exceção feita de alguns retoques efetuados por São Gregório I (590-604), havia alcançado com São Gelásio I (492-496) a forma que conservou até há pouco tempo. A única coisa sobre a qual os Romanos Pontífices não cessaram de insistir desde o século V em diante, foi a importância para todos de adotar o Canon Missae Romanae, dado que dito cânon remonta nada menos que ao próprio Apóstolo Pedro.

Mais pelo que se refere às outras partes do Ordo, como para o Proprium das várias Missas, respeitaram o uso das Igrejas locais.

Até São Gregório Magno (590-604) não existiu um Missal oficial com o Proprium das várias Missas do ano. O Liber Sacramentorum foi redigido por encargo de São Gregório no início de seu pontificado, para serviço e uso das Stationes que tinham lugar em Roma, ou seja, para a liturgia pontifical. São Gregório não teve nenhuma intenção de impor o Proprium do citado Missal a todas as Igrejas de Ocidente. Se, posteriormente, tal Missal se converteu no próprio arcabouço do Missale Romanum de São Pio V, isto se deveu a uma série de fatores dos quais não podemos tratar agora.

É interessante notar que, quando se interrogou São Bonifácio (672-754) que se encontrava em Roma, a respeito de algum pormenor litúrgico, como o uso dos sinais da cruz a serem feitos durante o cânon, ele não se referiu ao sacramentais de São Gregório, e sim àquele que estava em uso entre os anglo saxões, cujo cânon era em tudo conforme ao da Igreja de Roma…

Na Idade Média, as dioceses e as Igrejas que não tinham adotado espontaneamente o Missal em uso em Roma, usavam um próprio e por isso nenhum Papa manifestou surpresa ou desgosto…

Mas, quando a defesa contra o protestantismo tornou necessário um Concílio, o Concilio de Trento encarregou ao Papa publicar um Missal corrigido e uniforme para todos. Ora pois, com a melhor boa vontade do mundo, eu não consigo encontrar em tal deliberação do Concílio o ecumenismo que Rennings vê.

Que fez São Pio V? Como já dissemos, tomou o Missal em uso em Roma e em tantos outros lugares, e o retocou, especialmente reduzindo o número das festas dos Santos que continha. Fê-lo quem sabe obrigatório para toda a Igreja?! Absolutamente não. Respeitou até as tradições locais que puderam gabar-se de ter pelo menos duzentos anos de idade. Assim propriamente: era suficiente que o Missal estivesse em uso, pelo menos, há mais de duzentos anos, para que pudesse ficar em uso de igual modo e em lugar daquele publicado por São Pio V. O fato de que o Missale Romanum se tenha difundido tão rápida e espontaneamente adotado também em dioceses que tinham um próprio mais que bicentenário, deve-se a outras causas; não por certo à pressão exercida por Roma sobre elas. Roma não exerceu sobre elas nenhuma pressão, e isto em uma época na qual, a diferença de tudo quanto acontece hoje, não se falava de pluralismo, nem de tolerância.

O primeiro Papa que ousou inovar o Missal tradicional foi Pio XII, quando modificou a liturgia da Semana Santa. Seja-nos permitido observar,a esse respeito,que nada impedia de restabelecer a Missa do Sábado Santo na noite de Páscoa, ainda que sem modificar o rito.

João XXIII o seguiu nesse caminho, retocando as rubricas. Mas, nem um nem o outro, ousaram inovar el Ordo Missae, que permaneceu invariável. Porém, a porta havia sido aberta, e cruzaram-na aqueles que queriam uma substituição radical da liturgia tradicional e a conseguiram. Nós, que havíamos assistido com espanto esta resolução, contemplamos agora a nossos pés as ruínas, não tanto da Missa Tridentina, mas melhor dito, da antiga e tradicional Missa Romana, que se tinha aperfeiçoado através do curso dos séculos até alcançar a sua maturidade. Não era perfeita a ponto de não ser ulteriormente mais aperfeiçoada, porém para adaptá-la ao homem de hoje não havia necessidade de substituí-la: bastavam alguns pequeníssimos retoques, ficando a salvo e imutável todo o resto.

Pelo contrário, se quis suprimi-la e substituí-la por uma liturgia nova, preparada com precipitação e, diremos, artificialmente: com o Ritus Modernus. Oh, como se vê aparecer de modo sempre mais claro e alarmante o oculto fundo teológico desta reforma! Sim, era fácil obter uma mais ativa participação dos fiéis nos Santos mistérios, segundo as disposições conciliares, sem necessidade de transformar o rito tradicional. Porém a meta dos reformadores não era obter a mencionada maior participação ativa dos fiéis, mas sim fabricar um rito que interpretasse sua nova teologia, aquela mesma teologia que está na base dos novos catecismos escolares. Já se vêem agora as conseqüências desastrosas que não se revelarão plenamente senão passando cinqüenta anos.

Para chegar a seus fins, os progressistas souberam explorar muito habilmente a obediência às prescrições romanas dos sacerdotes e dos fiéis mais dóceis… A fidelidade e o respeito devido ao Pai da Cristandade, não chegam até o ponto de exigir uma aceitação despojada do devido sentido crítico de todas as novidades introduzidas em nome do Papa.

A fidelidade à Fé, antes de tudo! Ora, a Fé, me parece que se encontra em perigo com a nova liturgia, ainda que não me atreva a declarar inválida a Missa celebrada conforme o Ritus Modernus [de Paulo VI]. (Destaques meus, Cleber)

Será possível que vejamos na Cúria Romana e em certos Bispos – aqueles mesmos que nos querem obrigar, com suas ameaças, a adotar o Ritus Modernus -, descuidando de seu próprio dever especifico de defensores da Fé, permitindo a certos professores de teologia solapar os dogmas mais fundamentais de nossa Fé e aos discípulos dos mesmos propagar tais opiniões heréticas em periódicos, livros e catecismos?

O Ritus Romanus permanece como o último rochedo no meio da tempestade. Os inovadores sabem disso muito bem. Daí, seu ódio furioso contra o Ritus Romanus, que combatem sob o pretexto de combater uma Missa Tridentina que nunca existiu. Conservar o Ritus Romanus não é uma questão de estética: é, para nossa Santa Fé, questão de vida ou de morte. (tradução e destaques nossos, Montfort. Os destaques em vermelho, azul e o último sublinhado são meus, Cleber)

Para citar este texto:

Monsenhor Klaus Gamber, Diretor do Instituto Litúrgico de RatisbonaRitus Romanus et Ritus Modernus – Houve Reforma litúrgica antes de Paulo VI? MONTFORT Associação Cultural

AD MULTOS ANNOS!

Aniversário de Ordenação Sacerdotal do Pe. Sérgio David

4 de dezembro de 2011

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Fiéis prepararam hoje homenagem ao Pe. Sérgio para comemorar seu aniversário de ordenação sacerdotal. Ao final da Missa, todos foram convidados para a recepção surpresa que ocorreu no próprio Instituto Bíblico.

Também nós, deste blog, queremos parabenizá-lo, Pe. Sérgio! E agradecer por todo o bem que tem feito às almas como sacerdote, especialmente – para nós – com a celebração da Missa Tridentina em Brasília! Que a Virgem Santíssima lhe dê a graça de fazer seu sacerdócio cada vez mais santo e fecundo.

Ad multos annos!

II Domingo do Advento

Missa às 17h, Capela do Instituto Bíblico de Brasília,

(Foto: agradecemos ao leitor Marcos M. pelo envio da foto acima da missa rezada no domingo passado.)

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TEXTO PARA MEDITAÇÃO

(retirado do site São Pio V)

Razão e Revelação

Lendo com atenção o Evangelho de hoje, notamos que ele é a expressão de certa inquietação.

Os discípulos de João Batista querem saber se Jesus é o Messias esperado ou se devem esperar por outro.

Jesus responde a estas dúvidas, mostrando as suas obras, para que o julguem conforme estas obras.

Domingo passado, provamos a existência de Deus: hoje demos mais um passo avante e respondamos à mesma inquietação que nos invade a respeito de Deus.

Deus existe: é certo, mas podemos nós pelas luzes da nossa razão conhecê-lo plenamente, ou precisamos de outra luz para penetrar os seus aparentes segredos?

Resolvamos esta dúvida examinando:

O que pode a razão humana

O que não pode por si mesma

Será um duplo raio de luz lançado sobre o grande mistério da união da razão e da revelação.

 I. O que pode a razão humana

A nossa razão pode dar-nos umas noções sobre Deus, porém, muito limitadas e incompletas.

A nossa razão é muito limitada. Ela é para as coisas intelectuais o que é o nosso olhar para as coisas materiais: vê apenas certas coisas e não perscruta nada até no fundo.

A nossa razão é finita: Deus é infinito, de modo que podemos ver apenas o que está ao nosso alcance, todo o resto nos escapa.

Remontando da sua própria existência e da das criaturas, a nossa razão pode conhecer a existência de Deus, o seu poder criador; e refletindo, pode formar-se uma idéia de certos atributos de Deus, como a sua unidade, sua eternidade, sua justiça, bondade, etc.

Temos, pois, uma idéia de Deus; e notemos que tal idéia é já uma prova da existência de Deus, pois o homem é incapaz de ter a idéia de uma coisa inexistente, em partes ou em seu todo.

Deus assim concebido permanece, entretanto, um ser incompreensível, misterioso:

a) em sua natureza, que ultrapassa infinitamente toda natureza criada;

b) em suas perfeições, que incluem todas as perfeições;

c) em seus decretos que são impenetráveis;

d) em suas obras que o manifestam, mas não o mostram senão velado, misterioso.

A nossa razão precisa, pois, de um auxílio, que lhe permita penetrar mais no fundo das verdades entrevistas, do mesmo modo como a nossa vista para enxergar o que ultrapassa o seu raio visual, precisa de um instrumento para penetrar além

O olho nu vê certas coisas, com um binóculo vê mais longe; com uma longa vista penetra mais além ainda.

Este auxílio, este instrumento que nos permite ver mais longe, mais claramente, chama-se revelação divina, ou a voz de Deus, explicando-nos o que não compreendemos.

II. O que não pode a razão humana

A razão, como acabamos de ver, tem o seu círculo visual determinado e limitado. Existência de Deus, imortalidade da alma, princípios da lei natural: eis o seu horizonte.

Para conhecer as verdades de ordem sobrenatural, a razão precisa absolutamente de uma voz reveladora e esta voz chama-se: a revelação.

Deus, diz o Apóstolo, tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos a nossos pais pelos profetas, ultimamente, nestes dias, falou-nos por meio de seu Filho (Hebr. I. 1-2).

Esta voz de Jesus Cristo ensinando-nos a verdade é o caminho sobrenatural, um como complemento do caminho natural da razão.

Há, sobretudo, três verdades importantes que a nossa razão não pode conhecer, são:

A origem das misérias humanas.

Os meios de expiação.

Os destinos futuros do homem.

Para estas verdades a revelação é absolutamente necessária.

Ela é moralmente necessária para serem conhecidos e com certeza os preceitos da lei natural, que devem guiar a nossa vida e os quais a razão pode apenas distinguir vagamente.

Antes do pecado original, os nossos primeiros pais conheciam perfeitamente o bem e o mal; depois do pecado, a razão humana ficou obscurecida, enfraquecida e como paralisada pelas paixões que nos dominam, falsificam a nossa vista intelectual e nos fazem tomar o mal pelo bem e o bem pelo mal, como dizia o Apóstolo: O homem faz às vezes o mal que não quer e não faz o bem que quer. (Rom. VII. 19).

É um fato de experiência que um povo sem sacerdotes para instruí-lo e exortá-lo cai inevitavelmente na ignorância das verdades da ordem natural.

É preciso que os princípios da lei natural lhe sejam, vez ou outra, claramente formulados, freqüentemente repetidos e incutidos com vigor, senão, em breve, ficam alterados ou esquecidos.

“Deixem uma paróquia sem sacerdote, dizia o santo Cura d’Ars, durante vinte anos, os seus habitantes adorarão os animais!”.

O povo precisa ser instruído até nos princípios da lei natural; com quanto mais razão nos da lei sobrenatural.

III. Conclusão

Eis, pois, duas verdades bem esclarecidas: a nossa razão enfraquecida pode conhecer a existência de Deus e umas outras verdades elementares, porém, tudo bastante superficialmente; para um conhecimento total, sobrenatural, precisamos do auxílio da revelação divina.

As conseqüências desta revelação em nossa razão são imensas e admiráveis.

É a revelação que reforma as idéias falsas, retifica as idéias inexatas, esclarece as idéias confusas, tornando impossíveis a inquietação e a dúvida.

A razão nos mostra que a alma é incorruptível; a fé nos diz que é imortal.

A razão indica uma vida futura; a fé nos dá uma promessa positiva da mesma.

A razão entrevê recompensas e castigos; a fé nos mostra a sua extensão e natureza

A razão vislumbra um destino futuro; a fé no-lo apresenta luminoso e indica os meios de adquiri-lo.

A razão nos esmaga sob o peso de nossas misérias; a fé nos levanta pela misericórdia divina.

Em suma: A revelação satisfaz todas as aspirações do homem:

O nosso espírito precisa de uma doutrina certa: a revelação lha dá.

Ele precisa de um código moral: a revelação lho fornece.

Ele precisa de uma lei social de caridade: a revelação lha ministra.

Ele precisa de conselhos de perfeição: a revelação lhos dá.

(Leia mais em: http://www.saopiov.org/2011/12/segundo-domingo-do-advento.html#ixzz1fWp3eWkU)

(MARIA, P. Júlio. Comentário Apologético do Evangelho Dominical. O Lutador, 1940, p. 25 – 30)

Enfim, CNBB fala para o bem das almas!

NOTA PASTORAL DA PRESIDÊNCIA DA CNBB SOBRE ALGUMAS QUESTÕES RELATIVAS AO USO INDEVIDO DOS TERMOS: CATÓLICO, IGREJA CATÓLICA, CLERO E OUTROS

A CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – CNBB, na defesa da verdade e da liberdade, considerou oportuno publicar a presente Nota Pastoral, destinada aos membros do episcopado, do clero, aos religiosos e a todos os fiéis leigos.

O uso de nomes, termos, símbolos e instituições próprios da Igreja Católica Apostólica Romana, por outras denominações religiosas distintas da mesma, pode gerar equívocos e confusões entre os fiéis católicos. Nestes casos o uso da palavra “católico”, “bispo diocesano”, “vigário episcopal”, “diocese”, “clero”, “catedral”, “paróquia”, “padre”, “diácono”, “frei”, pode induzir a engano e erro. Pessoas de boa vontade podem ser levadas a frequentar tais templos, crendo que se tratam de comunidades da Igreja Católica Apostólica Romana, quando na verdade não o são. Por essa razão a Igreja tem a obrigação de esclarecer e alertar o Povo de Deus para evitar prováveis danos de ordem espiritual e pastoral.

Assim, temos o dever de alertar os fiéis católicos para a existência de alguns grupos religiosos, como é o caso da autointitulada “igreja católica carismática de Belém” e outras denominações semelhantes que apesar de se autodenominarem “católicas”, não estão em comunhão com o Santo Padre, Papa Bento XVI, e não fazem parte da Igreja Católica Apostólica Romana. Por esta razão todos os ritos e cerimônias religiosas por eles realizadas são ilícitos para os fiéis católicos. Assim sendo, recomenda-se vivamente aos féis que não frequentem os edifícios onde eles se reúnem e nem colaborem ou participem de qualquer celebração promovida por esses grupos. Rezemos para que a unidade desejada por Jesus Cristo, aconteça plenamente.

Brasília-DF, 30 de novembro de 2011

Cardeal Raymundo Damasceno de Assis Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB José Belisário da Silva Arcebispo de São Luis Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Obs.: Os destaques em vermelho são meus. Cleber

Aqui em Brasília existem várias, como a ICAB: igreja católia brasileira, criada por um bispo apóstata chamado Dom Carlos Duarte Costa e a cismática Igreja Apostólica Ortodoxa Antioquina. Estas, entre outras tantas, são algumas das quais os Católicos não podem freqüentar, para o bem da própria alma.

Aos poucos a modéstia, o respeito e a verdadeira devoção retornam às paróquias

Jovem de 15 anos recebe Crisma de véu e comunga de joelhos dando testemunho de modéstia e piedade

No dia 13 de novembro de 2011, em Ceilândia, Distrito Federal, a jovem Daniella Buarque recebe o sacramento da Crisma. Paroquiana do Padre Jorge Eldo, Paróquia Nossa Senhora da Glória, recebeu o sacramento de suas mãos mesmo, pois o bispo não pôde comparecer.

Mesmo sendo jovem, demonstra coragem e amor ao ser uma das únicas a usar o piedoso véu na Santa Missa, como ela mesma descreve:

“Aos 15 anos, véu, modéstia, nada disso me passava pela cabeça. Até que certo dia fui presenteada por meu tio com um, que ele adquiriu por meio da  comunidade ‘O Piedoso Uso do Véu(Retirei o atalho por dar acesso à uma página pessoal. Cleber) no Orkut. Desde então, fui pesquisando seu real sentido e me encantava cada vez mais. Tive receio de usá-lo, e para me acostumar usava apenas na hora da Santa Comunhão. Era bem difícil na Santa Missa ficar silenciosa, quieta, quando todos ao redor batem palmas, fazem coreografias. E também, de certa forma, querendo velar-se inteiramente para Deus acabar atraindo para si os olhares. Sempre ao final alguém me abordava, pedia explicações sobre o  porquê do uso do véu, e certa vez até me perguntaram se eu era freira, mas sempre elogiam muito ( uso há 9 meses). Fico muito feliz pois meu exemplo foi um incentivo a outras duas jovens e algumas senhoras, já estamos com planos de fazer algo como que ‘um movimento para o retorno do véu‘ aqui na Paróquia. Já somos 6 com seus véus, e outras já estão se preparando. Expressando nossa reverência e decoro, queremos ser exemplo da Santíssima Virgem e que tudo seja ad majorem Dei Gloriam.”

Confiram todas as fotos aqui, de onde retiramos o artigo.

Nossos agradecimentos à Graziela Martins que nos enviou a informação e nossos parabéns às jovens que demonstram coragem e zelo pelo Santíssimo e pela santa Missa. Que Deus e Maria Santíssima as fortaleçam com a virtude da perseverança!

Salve Maria!

Após protestos de católicos “tradicionalistas” Canção Nova derruba petista e cia

No último dia 11 foi noticiado no sitio católico www.fratresinunum.com e o “Missa Tridentina em Brasília” não podia deixar de se unir a mais este importantíssimo protesto, que a rede “Canção Nova”, no intuito de “atender (ou agradar!) a todos os públicos” havia dado a um deputado petista, gayzista e perseguidor da Igreja, Edinho Silva, do PT-SP, um quadro em sua nova programação, e o protesto correu o mundo e surtiu o efeito desejado, a “derrubada” do neo-apresentador, entre outros…

O que mais indignou os católicos que reagiram a tal escândo, é que o dito Deputado além de petista, foi, nada mais nada menos, o responsável pela “apreensão de folhetos do Regional Sul 1 da CNBB em uma gráfica de São Paulo“, por ocasião da campanha eleitral de 2010, cujo objetivo da publicação era mostrar aos eleitores tudo o que o PT já fez para tentar legalizar o aborto no nosso país, e assim, mostrar aos mesmos eleitores o gravíssimo erro que seria votar num candidato petista, no caso, a então candidata à presidência Dilma e demais candidatos do mesmo partido.
Dois pontos, no entanto, continuam sob mistério. 1º – A Canção Nova não disse os motivos reais de ter retirado o novo quadro do ar, se teria sido motivada pelos protestos, e por conseguinte, pela celêuma por ele causada, ou se por ordem de alguma autoridade eclesiástica, como o Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, se pela CNBB, o que é muito improvável, uma vez que esta é, talvez, a mais petista dentre as associações… ou mesmo se por alguma intervenção direta do Vaticano, o que seria muito louvável para nossos tristes dias. 2º – A “derrubada” dos outros apresentadores Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ), e pela primeira-dama paulista, Lu Alckmin.
De qualquer maneira, agradecemos a Deus por esta nova vitória dos católicos sobre mais um escândalo promovido pela carismática Canção Nova, e aguardamos sua consumação. Cleber Lourenço.
Despejados da tela
Embora aguardemos a concretização dos fatos, é de suma importância que a Canção Nova manifeste oficialmente os motivos que a levaram à mudança em sua grade de programação. Qualquer outra razão que não uma verdadeira preocupação em se manter fiel à doutrina católica seria, novamente, outra demonstração de mero oportunismo. www.fratresinunum.com, fonte.
A rede Canção Nova, emissora de TV e rádio ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ), e pela primeira-dama paulista, Lu Alckmin.
Embora a decisão tenha sido tomada no atacado, o elemento precipitador foram as reações negativas de fiéis e lideranças da igreja à recente incorporação de Edinho, presidente do diretório estadual petista, ao quadro de apresentadores da Canção Nova.
Conexões “Justiça e Paz”, o programa de Edinho, estreou em 3 de novembro tendo como convidado Gilberto Carvalho. Principal mentor político do deputado petista, o secretário-geral da Presidência foi também articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a Canção Nova no segundo turno da eleição presidencial. Até então, a candidata vinha sendo duramente combatida por religiosos da Renovação Carismática.
Doutrina O programa de Edinho deu origem, nas redes sociais, ao movimento #CançãoNovaSemPT. Um panfleto traz em vermelho o nome do partido e as expressões “aborto”, “casamento gay” e “Teologia da Libertação”.
2012… Entre os nomes retirados da grade de programação, há dois pré-candidatos a prefeito: Chalita em São Paulo e Paulo Barbosa (licenciado da Assembleia por ocupar a Secretaria de Desenvolvimento do governo Alckmin) em Santos. À frente do PT-SP, Edinho terá atuação eleitoral em todo o Estado.
… vem aí A cada eleição, cresce o interesse de políticos de todos os partidos pelo estoque de votos sob o raio de influência da Canção Nova. Aumenta também o desconforto de setores da igreja.
Tenho dito Procurado pelo Painel, o Conselho Deliberativo da Fundação João Paulo 2º, mantenedora da Canção Nova, confirmou a decisão de suspender os programas, tomada na sexta-feira passada. Em nota, agradeceu “a dedicação e o empenho” dos seis apresentadores e manifestou “respeito às suas atuações públicas”.

Habemus Altarem!

Eis o novo altar da Capela do Instituto Bíblico de Brasília, onde a Santa Missa é celebrada até quatro vezes por semana em Brasília segundo o uso antigo e venerável.

De uma mesinha de fórmica na sala de aula (não poucas vezes, infelizmente…) para um altar. Nem mais um “altar-mesa”, mas um altar. O Calvário.

Essa é mais uma etapa das reformas que o Pe. Sérgio vem empreendendo na capela onde celebra a Missa Tridentina há quase três anos. Primeiro, os bancos, as cortinas, agora o altar. Anunciou hoje, ao fim da missa, que precisará contar com o apoio dos fiéis para a pintura das paredes, a reforma das janelas (quem frequenta sabe o sério problema de ventilação no local) e mesmo a compra de alguns materiais litúrgicos. Não é uma paróquia, não é uma catedral, é simplesmente o que Nosso Senhor nos dá.

Graças a Deus, apesar de toda dificuldade enfrentada no último ano, a Missa Tridentina continua em Brasília. E continuará, e se propagará, conforme a vontade de Deus! E de Bento XVI.

Faço uns comentários pessoais: como a capela tem ficado cheia! Impressiono-me a cada dia, porque é gente diferente que vejo a cada dia. Tenho a impressão que vêm de todo canto do Distrito Federal, quando não do Goiás… Jovens e velhos (ou: jovens na idade e/ou na alegria - qui laetificat juventutem meam), pobres e ricos, homens e mulheres. A todos Jesus Cristo tem atraído quando levantado em sacrifício pelas mãos do sacerdote.

Graças a Deus!

É justo reproduzir também o que o padre transmitiu hoje ao fim da missa, para os fiéis: tudo isso (as reformas empreendidas) é também uma forma de retribuição de gratidão à Sua Excelência Reverendíssima Dom João Evangelista Terra, que lhe cede o local e incentiva as celebrações.

Nós, fiéis, também agradecemos, ao padre e ao bispo, que cumprem suas obrigações, mas principalmente a Deus, pela existência da Igreja Católica que (ainda que de forma misteriosa, nos últimos tempos…) não cessa de garantir a perpetuidade do Santo Sacrifício e a participação dos fiéis nos Sacramentos da Salvação.

VF